”…concentrada em observar uma mosca varejeira que batia contra a lâmpada do teto, produzindo um barulho chato. Pensei que as pessoas se jogam convulsamente contra o mundo igual àquele animal estúpido: fazem barulho, confusão, dão voltas ao redor das coisas sem agarrar nada completamente; algumas vezes confundem um desejo com uma armadilha e caem …

 ”…concentrada em observar uma mosca varejeira que batia contra a lâmpada do teto, produzindo um barulho chato. Pensei que as pessoas se jogam convulsamente contra o mundo igual àquele animal estúpido: fazem barulho, confusão, dão voltas ao redor das coisas sem agarrar nada completamente; algumas vezes confundem um desejo com uma armadilha e caem …

Me disseram que ter filho e abrir mão dos meus costumes ia ser difícil.Que encarar uma sociedade hipócrita por ser mãe cedo ia me pedir forças infinitas.Me falaram das dores do parto que irei sentir, do corpo diferente durante e depois, das noites mal dormidas e da juventude perdida.Mas nunca me contaram que o difícil mesmo era ter que carregar alguém que você ama muito sem saber como ela é, ver o amor crescer cada vez mais sem ao menos poder dar um beijo e que a cada dia aumentaria o desejo de querer conhecer o sorriso que vou ganhar a cada vez que eu estiver triste.No final das contas perder a ‘juventude’ é apenas perder as baladas, beijos sem emoções e bebidas que no dia seguinte não são boas recordações.E encontrar um amor que transforma sua vida em questão de meses e alguns sonhos acabam se tornando meramente fúteis perto do que poderemos vir à sonhar juntas.

Me disseram que ter filho e abrir mão dos meus costumes ia ser difícil.Que encarar uma sociedade hipócrita por ser mãe cedo ia me pedir forças infinitas.Me falaram das dores do parto que irei sentir, do corpo diferente durante e depois, das noites mal dormidas e da juventude perdida.Mas nunca me contaram que o difícil mesmo era ter que carregar alguém que você ama muito sem saber como ela é, ver o amor crescer cada vez mais sem ao menos poder dar um beijo e que a cada dia aumentaria o desejo de querer conhecer o sorriso que vou ganhar a cada vez que eu estiver triste.No final das contas perder a ‘juventude’ é apenas perder as baladas, beijos sem emoções e bebidas que no dia seguinte não são boas recordações.E encontrar um amor que transforma sua vida em questão de meses e alguns sonhos acabam se tornando meramente fúteis perto do que poderemos vir à sonhar juntas.

Alright alright alright!

Alright alright alright!

Deixo tudo assim,Não me acanho em ver vaidade em mimEu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago.Sei do escândalo e eles têm razãoQuando vêm dizer que eu não sei medirNem tempo e nem medoSe não sou eu, quem mais vai decidirO que é bom pra mim?Dispenso a previsão.Se o que eu sou, é também o que eu escolhi serAceito a condição.

Deixo tudo assim,Não me acanho em ver vaidade em mimEu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago.Sei do escândalo e eles têm razãoQuando vêm dizer que eu não sei medirNem tempo e nem medoSe não sou eu, quem mais vai decidirO que é bom pra mim?Dispenso a previsão.Se o que eu sou, é também o que eu escolhi serAceito a condição.

Ma chérie et mon chéri :)

Ma chérie et mon chéri :)

Crescer significa mudar e mudar envolve riscos, uma passagem do conhecido para o desconhecido.

Crescer significa mudar e mudar envolve riscos, uma passagem do conhecido para o desconhecido.

Muitas vezes me perco em meus pensamentos sem respostas, que quando achadas, logo as esqueço cujas não concretizadas. Vivo me perguntando qual o limite que devemos impor para que não nos machuquem. Mas de nada adiantou, a cada olhar que encontrei foi uma resposta. “Confiança” é algo que carrego com muita fragilidade e que às vezes parece não ter muita opção, ou talvez isso seja simplesmente melhor assim. O imortante é fugirmos da rotina, viver perigosamente, passar menos tempo nos preocupando e superar os próprios limites, antes que alguém supere o que é nosso e faça você desanimar de ‘superar’ por conta própria. A vida é sem limites de coisas boas, e das ruins também. A diferença está quando superamos e degustamos.
Yumi Nomoto


Muitas vezes me perco em meus pensamentos sem respostas, que quando achadas, logo as esqueço cujas não concretizadas. Vivo me perguntando qual o limite que devemos impor para que não nos machuquem. Mas de nada adiantou, a cada olhar que encontrei foi uma resposta. “Confiança” é algo que carrego com muita fragilidade e que às vezes parece não ter muita opção, ou talvez isso seja simplesmente melhor assim. O imortante é fugirmos da rotina, viver perigosamente, passar menos tempo nos preocupando e superar os próprios limites, antes que alguém supere o que é nosso e faça você desanimar de ‘superar’ por conta própria. A vida é sem limites de coisas boas, e das ruins também. A diferença está quando superamos e degustamos.

Yumi Nomoto

A vida às vezes nos leva por caminhos diferentes,Destinos que agente nem sempre programouCaminhos que se cruzam, Que encontro são esses que mudam nossas vidas?Nunca se desligue do mundo, do mundo que está a seu redorCabeça vazia oficina do diabo, Mente doente acaba com a genteOlhe para frente e siga sua trilha Nunca pense no passado e organize a sua vida
Caminhos que se cruzam, Mr.Dick

A vida às vezes nos leva por caminhos diferentes,
Destinos que agente nem sempre programou
Caminhos que se cruzam,
Que encontro são esses que mudam nossas vidas?
Nunca se desligue do mundo, do mundo que está a seu redor
Cabeça vazia oficina do diabo,
Mente doente acaba com a gente
Olhe para frente e siga sua trilha
Nunca pense no passado e organize a sua vida

Caminhos que se cruzam, Mr.Dick

Estamos com fome de amorUma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”.Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.Antes idiota que infeliz!

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”.

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.

Antes idiota que infeliz!

Porque na pobreza de corpo e espírito eu toco na santidade, eu que quero sentir o sopro do meu além. Para ser mais do que eu, pois tão pouco sou.

Porque na pobreza de corpo e espírito eu toco na santidade, eu que quero sentir o sopro do meu além. Para ser mais do que eu, pois tão pouco sou.